Anistia Internacional denuncia ameaças contra jornalistas e militantes
O Mercosul, que parece avançar a cada dia no campo econômico, não pode fazer a mesma avaliação no que se refere ao respeito aos direitos humanos.
A aproximação maior entre Estados e povos do Cone Sul não vem levando à generalização do respeito aos direitos do cidadão. A Anistia Internacional alerta especialmente para as ameaças constantes feitas a jornalistas e ativistas pela cidadania na Argentina e Bolívia.
O jornalista argentino Daniel Stragá, integrante da Coordenação contra a Repressão Policial e Institucional (Correpi), vem recebendo ameaças anônimas de assassinato. Stragá atua como assessor de vítimas da repressão policial. Também na Argentina, em janeiro foi assassinado o fotógrafo José Luiz Cabezas, da revista Notícias, depois de participar da elaboração de reportagem que denunciava escândalos no governo.
Na Bolívia, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Juan del Grande, também vem recebendo constantes ameaças de assassinato. Acredita-se que as ameaças estejam relacionadas com a defesa pública, feita por Del Grande, de outro defensor dos direitos humanos, o advogado Waldo Albarracín. Ele foi seqüestrado e torturado em janeiro, ao que tudo indica, por policiais disfarçados.
A Anistia Internacional exorta todos os que defendem o respeito universal aos direitos humanos a enviarem cartas aos governos da Argentina e Bolívia, exigindo a proteção oficial desses defensores da cidadania.
Boletim Mundo Ano 5 n° 2
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